domingo, 1 de julho de 2012

Filme “Bee Movie - A História de uma Abelha”, uma análise Keynesiana – Frederico Matias Bacic


Hoje, no começo da noite, estava rodando pelo canais na TV a cabo e me deparei com a animação “Bee Movie: A História de uma Abelha” na FOX e logo me interessei pela animação ( fica essa dica de filme para esta semana!)

Em determinado momento do filme Barry (uma abelha e personagem principal) se relaciona e fica amigo dos humanos, fazendo com que a abelha conheça melhor as pessoas.  Porém ele descobre que qualquer humano pode comprar mel nos supermercados, o que o deixa profundamente irritado por considerar que estão roubando a produção das abelhas. É quando ele decide processar os humanos, na intenção de corrigir esta injustiça.

Ao ganhar o processo Barry consegue fazer com que os humanos sejam proibidos de consumir mel, seja na forma de alimento, ou, cosmético e que todo o mel existente em todos os mercados, lojas, sejam entregues as abelhas. Fazendo com que elas tenham de volta sua maior riqueza, o mel.

O volume de mel recebido é tão grande fazendo com que uma imensa “poupança de mel” seja criada. Com tanto mel acumulado, sem que ocorresse o consumo, as abelhas logo perdem o interesse pela criação da iguaria desestimulando a produção, fazendo com que as abelhas ficassem sem empregos e totalmente desocupadas. Com o trabalho das abelhas “engessado” a polinização é interrompida, causando um grande problema em uma esfera macro. É quando as abelhas percebem que têm de voltar a produzir, pois as reservas de mel sem utilização haviam trazido inúmeros problemas e, sobretudo, o mel precisava ser consumido para reestimular sua produção e a polinização.


Com esse pequeno exemplo (sei que é um tanto quanto simplista, digo isso antes que eu seja crucificado) podemos ilustrar o que era colocado pelo economista John Maynard Keynes. É preciso que ocorra investimento e consumo para que aconteça o crescimento, resultando em melhoria econômica e social. A poupança desenfreada leva a queda nos níveis de produção e bem estar social (nível de renda e emprego). 


Se todos poupassem e acumulassem suas reversas (o que é bom do ponto de vista microeconômico, pensando pelo enriquecimento pessoal) , logo o consumo se cessaria, inibindo o investimento produtivo, fazendo com que haja um crescimento no número de desempregados e o abatimento da poupança  formada no  primeiro momento. Logo o que as vezes parece bom no ponto de vista micro não é  bom ao olharmos de um olhar macroeconomico, pois o macro não é a soma das partes.

Frederico Matias Bacic

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