sexta-feira, 6 de julho de 2012

Breve desabafo...


Vivemos em uma sociedade na qual impera a óptica de competição coletiva, onde somos obrigados a sermos vencedores, sobretudo, do ponto de vista financeiro, custe o que e a quem custar, nos transformando em verdadeiros animais selvagens, chamados pelos manuais de microeconomia de “consumidores racionais” e “maximizadores do bem-estar pessoal”, mas na verdade acabamos nos transformando em consumistas, irracionais, impulsivos, insatisfeitos, insensíveis, egoístas e maximizadores da tragédia humana. Prefiro me ater ao pensamento do carioca e artista de rua Eduardo Marinho: “que vencedor que nada, não estou aqui para competir”. Se estou vivo é para me desenvolver, intelectual e espiritualmente, auxiliando no desenvolvimento do próximo e nada mais. O bem-estar material é apenas consequência e não o objetivo, não podemos viver por aquilo que é terreno.

Frederico Matias Bacic

2 comentários:

  1. Caríssimo, seu sentimento de desajustamento é típico das grandes mentes inquietas e geniais. Jiddu Krishnamurti, uma dos maiores intelectuais do séc. XX, disse que não é sintoma de boa saúde ser ajustado a uma sociedade doente. Para não cansar precocemente de nadar contra essa corrente autodestrutiva reproduzida pela maioria das pessoas (principalmente as omissas), é importante dar ênfase às formas suaves que coexistem ao lado de tanta desarmonia. Não deixe sua energia se dissipar se colocando apenas em contato com os elementos que concorrem para o caos. Acompanho sempre suas postagens aqui e sou um grande admirador de seu ponto de vista e argumentos. Aprendo muito com cada leitura. Espero não vê-lo desistir da jornada de conhecimento e de verdadeira liberdade. Deixo um texto meu para reflexão or: http://despertador-br.blogspot.com/2011/08/o-universal-idealista-liberdade-amor-e.html Abraço!

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  2. Romero, muito obrigado pelo comentário e apoio!
    Muito me fortalece a continuar este trabalho!
    Abraços

    Frederico

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