segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O outro lado da Líbia: O que mídia não fala sobre Muammar Khaddafi



Sugiro que as pessoas fiquem de olhos nos índices de desenvolvimento e políticas sociais da Líbia pelos próximos 20 anos. Muito se fala do regime de Muammar Khaddafi, descrevendo-o como um lunático, sanguinário, que reprimia a população líbia a todo o custo, mas nada se fala nos jornais sobre os índices e políticas sociais implementadas na Líbia desde o início do governo de Muammar Khaddafi.

Quando Muammar Khaddafi assumiu o poder promoveu o avanço da cultura e do conhecimento. Em 1970 a taxa de alfabetização era inferior a 20%, atualmente a taxa é de 85%. A Líbia apresenta uma taxa de mortalidade infantil de 20 mortes para cada 1000 nascimentos, um pouco melhor que a brasileira que é de 21 mortes para o mesmo número de nascimentos. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) líbio é de 0,755, o maior da África, está em 53º no ranking mundial, a frente do Brasil, que ocupa a 73º posição como um taxa de 0,699. Quando um casal se casa na Líbia recebe cerca de 50 mil dólares do governo para adquirir o primeiro imóvel, pois habitação é considerada um direito fundamental na Líbia. 25% da população têm ensino superior, no Brasil essa taxa é de 8%, lembrando que lá a educação é gratuita.


Muammar Khaddafi realizou o maior projeto de irrigação do mundo, para fazer disponível prontamente a água para todo o país desértico. Podemos citar mais dados da Líbia, lá o PIB per capita é de U$S 14.000, no Brasil é de U$S 10800. A dívida pública da Líbia é de 3,3% do PIB, enquanto aqui em nosso país é de 60,8% do  PIB. Depois de verem todos esses dados  me digam em qual país deveria ocorrer uma revolta popular? Sem falar que assistência médica e remédios são gratuitos para toda a população.

Como disse no começo do texto sugiro que fiquem de olho nesses índices pelos próximos anos. Será que vão se manter,ou melhorar? Tenho certeza que irão piorar. Além de uma queda na qualidade nos dados sociais veremos um crescimento vertiginoso na relação dívida PIB da Líbia. O que quero mostrar com esse post é que nem tudo é como aparece na grande mídia. Em minha opinião é claro que essa “revolução” foi fomentada por  interesses de países europeus para manter as reservas do governo líbio aplicadas na Europa, já que Khaddafi ameaçava retirar as aplicações, o que acarretaria em um agravamento da crise da União Européia e não necessariamente com insatisfação popular. E claro o outro interesse é a antiga necessidade dos Estados Unidos e Europa manterem o controle de países produtores de petróleo, atualmente a Líbia está entre os 10 maiores produtores mundiais.

Frederico Matias Bacic

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