quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estudo aponta desindustrialização na América Latina e do Brasil em particular


Fonte: Assessoria de Imprensa Instituto Aço Brasil | 12/09/2011


A indústria vem perdendo participação na economia da América Latina, especialmente pela valorização cambial e crescente importação de produtos manufaturados, particularmente de origem chinesa, que tem levado à desindustrialização da região. O Brasil é um dos que mais tem sofrido com esse processo. Essas são conclusões do estudo “Desempenho da cadeia de valor metalmecânica latino americana”, coordenado pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX), a pedido do Instituto Latino Americano de Ferro e Aço (ILAFA), incluindo Brasil, Colômbia, Argentina e México e divulgado hoje (12), pelo Instituto Aço Brasil, em São Paulo.


As quedas na participação da indústria são mais acentuadas no Brasil e na Colômbia, países que registraram a maior valorização cambial nos últimos anos, período no qual se registrou o maior aumento dos índices de importação. A situação tem como reflexo também a queda da participação de produtos manufaturados na pauta de exportação e sua consequente primarização. Esse desbalanceamento é mais evidente quando se observa o comércio bilateral dos países latino americanos com a China. O déficit da balança comercial cresceu de US$ 17,4 bilhões, em 2005, para US$ 57,5 bilhões, em 2010.

No caso do Brasil, a participação da indústria manufatureira no valor agregado caiu de 19,2%, em 2004, para 15,8% no ano passado. As importações acusaram crescimento sistemático em praticamente todos os setores da indústria metalmecânica. E a primarização da pauta de exportações fica evidenciada na comparação da participação dos manufaturados, que caiu de 55%, em 2005, para 39%, em 2010. 

Particularmente desbalanceado está o comércio com a China, apesar do nosso superávit comercial. As exportações brasileiras para este país são basicamente de produtos primários, enquanto os manufaturados da cadeia metalmecânica representam mais de 60% do que importamos da China para o Brasil.

Dentre as causas estão, além do câmbio, as assimetrias tributárias que favorecem importações, com destaque aos incentivos estaduais e regimes especiais, a carga tributária nos investimentos e nas exportações, além dos elevados encargos trabalhistas e altos custos da energia. A indústria brasileira necessita de amplo e urgente conjunto de medidas que possa eliminar ou reduzir as desvantagens competitivas decorrentes dessa situação, que compromete sua competitividade internacional, bem como o reforço dos mecanismos de defesa comercial e de incentivo ao maior conteúdo nacional dos bens. O Instituto Aço Brasil entende que são necessárias medidas urgentes para reverter o quadro de desindustrialização demonstrado pelo estudo do ILAFA.
Clique aqui para fazer o download da apresentação. http://www.iabr.org.br/site/arquivos/110912coletiva.pdf

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