segunda-feira, 1 de agosto de 2011

União Européia, Estados Unidos e China. Catástrofe em potencial?



Ainda não se completaram três anos desde a última crise a abalar a economia mundial e uma nova nuvem negra se aproxima. A crise na União Européia se agrava, não sabemos qual será o futuro da Grécia. O conflito político a respeito do nível de endividamento sobre a economia dos Estados Unidos gera incerteza. O crescimento da economia chinesa perde força, em um nível ainda não conhecido.  O perigo é iminente.  Não sabemos qual dessa peças, desse grande dominó, será a primeira a ceder. Quão preparado está o Brasil para enfrentar uma crise de tais proporções?

Os resultados econômicos divulgados mostram que Brasil terminou o primeiro semestre com um passivo líquido de R$ 1,2 trilhão de reais. Isto é, essa é a diferença entre os investimentos brasileiros no exterior, que vão de fábricas e participações em empresas a empréstimos concedidos a outros governos, e os ativos que estrangeiros detêm por aqui. Os aumentos consecutivos da Taxa Selic, que gera aos estrangeiros a oportunidades de desfrutar de ganhos da maior taxa de juros real do planeta, acarretou no aumento do saldo negativo ao longo dos últimos anos.


De acordo com o estudo da professora Daniela Magalhães Prates, do Instituto de Economia da UNICAMP, o “Brasil esta vulnerável no curto prazo”. Embora o país disponha de uma reserva de 333 bilhões de dólares, não tem capacidade de cobrir mais que 60% da potencial debandada de recursos que seria preciso por um episódio como a falência do Lehmam.

O congresso americano no chega a um consenso. Um calote do governo dos Estados Unidos, o rebaixamento da nota atribuída aos títulos públicos pelas agências de risco geraria uma situação paradoxal. Como se comportariam os agentes em uma situação de aversão ao risco, quando o investimento ameaçado é justamente aquele aos quais todos recorrem em momentos de crises e instabilidade?

Como ficaria o Brasil em um momento em que a China diminui o crescimento? Grande parte do nosso crescimento nos últimos anos está atrelado ao crescimento chinês.

A alta da Selic nos deixa sem margem para enfrentar com agilidade uma crise economia. Precisamos fortalecer o mercado interno, aumentar, fortalecer as exportações A capacidade de oferta da economia brasileira. Procurar por meios alternativos de combater a inflação e que não afetem nossa competitividade. Só assim poderemos fortalecer as contas externas e nos preparar para eventuais turbulências.

Frederico Matias Bacic

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