terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Destino da Economia Americana


Ontem a noite estava ouvindo vários especialistas em economia na CNN. A maioria deles parece pensar que a recessão acabou e não há realmente nada para se temer sobre a economia americana.

De acordo com eles Wall Street continuará a ganhar dinheiro e a economia continuará a crescer. Ainda dizem que não há necessidade do governo intervir da economia e emitir dinheiro para auxiliar na criação de empregos Os empregos, de acordo com eles, serão criados magicamente, concomitantemente com os cortes de gastos do governo estadunidense, especialmente os impostos corporativos.

Francamente, essa é a maior baboseira que escutei esse ano. Esses “estudiosos”, obviamente, não têm que viver entre os habitantes normais, ou eles não estariam falando esse tipo de porcaria. As corporações norte-americanas já estão sentadas em torno de U$ 2 trilhões em dinheiro e mesmo assim não estão criando empregos, acumulam riqueza enquanto a sociedade anda sobre uma corda bamba.

Pelo que leio nos jornais existe apenas um economista que parece ver a verdade: Paul Krugman. Krugman é o único honesto sobre o que está acontecendo na América. Ele admite que a economia dos EUA  ainda não saiu da recessão, e não sairá até criar um enorme número de postos de trabalho. 

Os Estados Unidos têm mais de 14 milhões de pessoas fora do trabalho - sem contar os milhões que desistiram de tentar encontrar um trabalho e os mais de oito milhões que são forçados a trabalhar a tempo parcial porque não conseguem encontrar empregos em tempo integral. 

Enquanto o governo dos Estados Unidos não mudar de postura a economia americana tende a caminhar em direção ao precipício. Mesmo com incentivos as empresas não estão dispostas a ajudar na criação de empregos. É chegada a hora do governo assumir esse papel e banir o sentimento de incerteza que assombra a economia. É preciso tomar as rédeas.

Criar empregos nesse momento é  mais importante do que reduzir o déficit, e ainda por cima essa medida pode auxiliar na queda do déficit a médio longo prazo. Quando mais dinheiro flui na economia, maior é a demanda (junto com o aumento das receitas fiscais),  que, gerando um ciclo virtuoso, estimula a economia a  criação de empregos e aumento das  receitas fiscais, uma vez que os trabalhadores pagam impostos.

Frederico Matias Bacic

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