segunda-feira, 11 de abril de 2011

Milton Friedman TQM - A Teoria Quantitativa da Moeda: A Teoria Reformulada por Milton Friedman Para Combater o Keynesianismo



A Teoria Quantitativa da Moeda (Quantity Theory of Money),  é uma das duas principais teorias que analisam o equilíbrio da economia do lado monetário (a outra visão é a keynesiana, que introduz o motivo especulação) Ela defende que o nível dos preços é determinado pela quantidade de moeda em circulação e pela sua velocidade de circulação.

A teoria Quantitativa do Valor da Moeda (TQM) é uma teoria clássica segundo a qual o aumento do meio circulante provoca um aumento geral nos preços. Assim, o poder aquisitivo da moeda seria inversamente proporcional ao seu montante em circulação. O economista norte-americano Irving Fisher, que desenvolveu a teoria, elaborou para ela uma formula conhecida com equação das trocas ou equação do câmbio. O enunciado diz que o produto da quantidade de moeda, legal e/ou escritural, pela sua velocidade de circulação, é igual à soma de todos os preços multiplicados pelo volume das mercadorias trocadas. A expressão algébrica é MV = PT, onde M é a quantidade total de moedas, V é a velocidade de circulação, P é o nível geral de preços e T é o volume de transações de bens e serviços ocorridas na unidade de tempo ( em geral um ano). Como o autor inclui a moeda escritural ( os depósitos bancários), a fórmula detalhada passa a ser: MV + M’V’=PT, em que M’ representa a moeda escritural e V’, sua velocidade de circulação. O nível geral de preços poderia ser expresso da  seguinte maneira P=MV+M’V’/T.


Supondo uma política monetária expansionista e uma velocidade-renda da moeda constante em curto prazo, o efeito de um aumento da oferta de moeda sobre a inflação dependerá de a economia estar ou não com recursos desempregados. Se a economia estiver com recursos plenamente empregados, o aumento de M provocará apenas um aumento no nível geral de preços (já que V é constante e T é constante em pleno emprego, para que a equação MV=PT valha, um aumento em M só pode alterar P). Esta é a versão original da Teoria Quantitativa da Moeda.

Mais recentemente, a corrente monetarista liderada por Milton Friedman retoma a Teoria Quantitativa da Moeda e adota uma abordagem mais prudente, defendendo que a oferta de moeda é o principal determinante das variações do produto nominal.

Milton Friedman utiliza a teoria como forma  de oposição ao keynesianismo. Ele reconstrói a teoria neoclássica junto à TQM. Adota o fundamentalismo de livre mercado como sua ideologia e refuta e rejeita o Keynesianismo em favor do monetarismo; abomina qualquer regulamentação da economia lutando a favor do laissez-faire quase absoluto.

Grande  crítico do Keynesianismo, Friedman coloca um ponto final na crítica a Keynes. A crítica  de Friedman   não é feita diretamente à Keynes, mas à síntese (IS-LM). Friedman vai pegar a fragilidade que o IS-LM apresenta. A partir daí, vários economistas vão trabalhar para dizer que a política  Keynesiana é incapaz  de tirar a economia da crise.

Argumento  central de Friedman é que a política  Keynesiana não movimenta a economia (não gera  crescimento) e é inflacionária.  Gera variação nos preços e não  variação da riqueza. Nesse sentido ele vai dizer que as políticas Keynesianas são ineficientes no trato dos ciclos e ela é  inflacionária. E a inflação é muito ruim.

Friedman critica o modelo IS-LM. Os modelos de Friedman passam a ser considerados devido a sua explicação de inflação, ligada às políticas fiscais e monetárias de aumento de demanda agregada.

A crítica está ligada a questão  da política monetária e fiscal. Friedman: inflação  coincide  com a política monetária e fiscal expansionistas. A inflação resulta  dessas  políticas. Pressuposto: inflação é resultado dos desequilíbrios entre oferta e demanda agregada. A renda não varia. Políticas monetárias e fiscais mudam  a demanda agregada, mas não mudam a oferta agregada no mesmo momento e na mesma proporção, o que gera inflação.

Muitos estudiosos, como o  professor James Tobin da Universidade de Yale, Prêmio de Ciência Econômicas em 1981, fazem severas críticas às teorias de Friedman e ao monetarismo e defendem a intervenção governamental nas economias nacionais


Frederico Matias Bacic

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