quarta-feira, 23 de março de 2011

Tombini diz que não vai agir para reverter valorização do real (Comentários Economidiando)


BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, deu resposta negativa ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que queria saber se a autoridade monetária vai agir para reverter a excessiva valorização da moeda nacional. Segundo ele, agentes financeiros apontam que a questão cambial mudará assim que os juros voltarem a subir no mercado internacional, no início de 2012.

Ele comentou que há um excesso de liquidez internacional, e os juros praticados estão muito baixos, fazendo com que investidores busquem países de juros elevados como o Brasil para suas aplicações.

Mas voltou a alertar que as empresas devem ficar atentas a fim de não correrem riscos de prejuízo ao apostar, por longo prazo, na valorização do real.


Ele afirmou que a situação de juros baixos no mercado internacional, decorrente da crise de 2008, não é uma situação permanente. Portanto, os juros lá fora devem voltar a crescer e ajudar a taxa de câmbio doméstica a se desvalorizar.



"Ninguém tem bola de cristal, mas o mercado está antecipando para o início do ano que vem", esse possível aumento no juro internacional, disse Tombini no Senado.
(Azelma Rodrigues | Valor)
Comentários de Frederico Matias Bacic:

Acabei de ler essa notícia no Site do Valor Econômico e decidi postar aqui no Economidiando para compartilhar com vocês. Ao ler o texto me questiono sobre a sintonia entre o Banco Central, o Ministério da Fazenda e os interesses nacionais. Estamos com uma taxa de juros alta, a maior taxa de juros do mundo, que atraí dezenas de especuladores para o mercado brasileiro, que além de ganhar nos juros ganham na valorização cambial.

Os efeitos de um câmbio valorizado já são conhecidos de todos: queda nas exportações, pois perdemos competitividade no mercado internacional; queda na Balança Comercial , o superávit na Balança Comercial está diminuindo em cada nova análise divulgada  e o aumento das importações que aumenta a competição das nossas indústrias no mercado interno.

Como já foi dito no artigo postado por mim na semana anterior “A Taxa de Juros e Suas Conseqüências Econômicas” (Leiam mais: http://economidiando.blogspot.com/2011/03/taxa-de-juros-e-suas-consequencias.html ), será que não se pensa em outra maneira de combater a inflação no Brasil se não por aumento da SELIC? Considero esse método demasiado drástico, pois ataca os sintomas, no caso a inflação e não as verdadeiras causas responsáveis pelo aparecimento do aumento dos preços. Dever-se-ia encontrar a verdadeira causa e  aplicar um diagnóstico específico. Vamos exemplificar: vejamos algumas causas inflacionárias: alta carga tributária em determinado setor, que poderia ser reduzida para reduzir o preço; falta de algum insumo, que poderia ser combatido com o barateamento da importação desse recurso; economia extremamente oligopolizada dando as empresas poder se decisão de preços; elevação salarial devido a reivindicações de trabalhadores, que acarretaram em um aumento de custos; entre outros.

A economia toda acaba sendo punida com a implementação dessa medida o câmbio se matém valorizado, os exportadores perdem, o país perde. E ficaremos até 2012 aguardando, sem ação, as outras economias aumentarem suas taxas de juros para que o Real se desvalorize. Até lá país agradece.

Frederico Matias Bacic

Nenhum comentário:

Postar um comentário