quarta-feira, 16 de março de 2011

Paul Krugman- “How Did Economists Get It So Wrong? “

 

Excelente artigo de Krugman que critica a teoria da eficiência dos mercados e defende as finanças comportamentais e o retorno a Keynes.

Em um artigo publicado pelo economista norte americano no jornal The New York Times, no dia seis de setembro de 2009, Paul Krugman faz uma excelente análise histórica do sistema econômico, desde Adam Smith até os dias atuais. De acordo com Krugman a paz econômica dos últimos tempos, a distância cada vez maior da grande depressão de 1929, um período durante o qual a inflação foi contida e recessões foram relativamente suaves, fez como que os economistas se esquecessem do risco de crises sistêmicas e acreditassem que a economia poderia ser guiada pelo livre mercado e baixa intervenção estatal.

“Infelizmente, essa visão romantizada da economia levou a maioria dos economistas a ignorar todas as coisas que podem dar errado. Eles fecharam os olhos para as limitações da racionalidade humana, que muitas vezes levam a bolhas; para os problemas das instituições , para as imperfeições dos mercados - especialmente os mercados financeiros - que pode levar o sistema operacional da economia a sofrer súbitas, imprevisíveis, falhas e para os perigos criados quando os reguladores não acreditam na regulação”

De acordo com Krugman é certo que os economistas terão de aprender a viver com a bagunça. Ou seja, eles terão de reconhecer a importância do comportamento irracional e muitas vezes imprevisíveis, face às imperfeições idiossincrasias dos mercados e aceitar que uma elegante teoria econômica "de tudo" não é realmente possível. “Em termos práticos, isso se traduzirá em um conselho mais cautelosa da política - e uma vontade reduzida para desmantelar as garantias econômicas na fé que o mercado vai resolver todos os problemas.”


Agora que a bolha estourou, finalmente o real grau de risco dos ativos considerados seguros foi revelado, o mercado financeiro demostra suas fragilidades, famílias nos Estados Unidos viram U$S 13 trilhões dólares em riqueza evaporar. Mais de seis milhões de empregos foram perdidos, a taxa de desemprego parece caminhar para o seu nível mais alto desde 1940. Então, quais as orientações que a economia moderna tem a oferecer em nossa situação atual? Krugman coloca como imprescindível a retomada do pensamento Keynesiano, as medidas tomadas no inicio da crise de quase zerar a taxa de juros americanas não foram suficientes é preciso uma maior participação estatal para enfrentar a crise e reverter o quadro que se estabelece, a atual política adotada não foi capaz de convencer o setor privado norte-americano a retomar seus investimentos, como isso, uma nova postura tem de ser adotada.

“(...)quando a política monetária é ineficaz e do setor privado não pode ser convencido a gastar mais, o setor público deve assumir o seu lugar no apoio da economia. Estímulo fiscal é a resposta keynesiana para o tipo de depressão tipo de situação econômica que estamos atualmente dentro(...)”

Para os leitores que se interessaram pelo artigo segue o link para uma leitura mais profunda:

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