domingo, 27 de março de 2011

Milton Friedman: O principal teórico da escola monetarista


Milton Friedman foi um economista norte-americano. Foi expoente da escola de Chicago, é visto com o principal teórico da escola monetarista. Foi um dos mais destacados economistas do século XX e um dos mais influentes teóricos do liberalismo econômico, além de defensor do laissez faire e do mercado livre. Friedman foi conselheiro do governo chileno de Augusto Pinochet e muitas de suas idéias foram aplicadas na primeira fase do governo Nixon e em boa parte do governo Reagan.

De acordo com o autor devem-se explicar as variações da atividade econômica pelas variações de oferta de dinheiro e não pelas variações de investimento.  Assim considera inútil e prejudicial a intervenção estatal no desenvolvimento da economia por meio de despesas de investimento. Ao contrário, deve-se apenas dirigir cientificamente a evolução da massa  de dinheiro em circulação para obter o desenvolvimento e a estabilidade econômica: a inflação e outros fenômenos teriam raízes puramente monetárias.

Grande  crítico do Keynesianismo. Coloca um ponto final na crítica a Keynes. A crítica  de Friedman   não é feita diretamente à Keynes, mas à síntese (IS-LM). Friedman vai pegar a fragilidade que o IS-LM apresenta. A partir daí, vários economistas vão trabalhar para dizer que a política  Keynesiana é incapaz  de tirar a economia da crise (após a grande Depressão).


Argumento  central de Friedman: a política  Keynesiana não movimenta a economia (não gera  crescimento) e é inflacionária.  Gera variação nos preços e não  variação da riqueza.
Nesse sentido ele vai dizer que as políticas Keynesianas são ineficientes no trato dos ciclos e que ela é  inflacionária.

A crítica está ligada a questão  da política monetária e fiscal. Friedman: inflação  coincide  com a política monetária e fiscal expansionistas. A inflação resulta  dessas  políticas. Pressuposto: inflação é resultado dos desequilíbrios entre oferta e demanda agregada. A renda não varia. Políticas monetárias e fiscais mudam  a demanda agregada, mas não mudam a oferta agregada no mesmo momento e na mesma proporção, o que gera inflação.
O seu posicionamento fez-lhe muitos adversários no plano das idéias, e foi motivo de muitas controvérsias.É criticado e combatido pela escola estruturalista, ligada à CEPAL, que defende a necessidade de mudança na estrutura econômica dos países em desenvolvimento, personalizando a reforma agrária, a distribuição de renda e  o controle de capitais estrangeiros, entre outras medidas.

 Conduziu-o, no entanto, à liderança de uma doutrina de pensamento econômico. Por suas realizações nos campos da análise do consumo, da história monetária e da teoria e demonstração da complexidade da política de estabilização, recebeu o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1976.

Frederico Matias Bacic

Um comentário: